O governo moçambicano suspendeu este ano 142 trabalhadores estrangeiros em situação ilegal, um dos quais de nacionalidade brasileira e 15 de nacionalidade portuguesa, informou terça-feira o Ministério do Trabalho de Moçambique.
As inspeções do Ministério do Trabalho aos expatriados que trabalham em Moçambique conheceu o seu ponto mais crítico há cerca de uma semana, quando dois portugueses do Banco Internacional de Moçambique, o maior banco moçambicano (detido pelo Millenium BCP, o maior banco luso privado), foram suspensos por se encontrarem a trabalhar ilegalmente.
A decisão levou alguns sectores da imprensa em Portugal a falar de um "ataque às empresas portuguesas", interpretação que foi negada terça pelo Ministério do Trabalho de Moçambique.
Num comunicado divulgado em Maputo, as autoridades moçambicanas desmentem que esteja em curso uma acção contra trabalhadores estrangeiros de uma determinada nacionalidade.
"A demonstração evidencia que a Inspeção-Geral do Trabalho de Moçambique não ataca nenhuma cidadania, nem em particular está a atacar os portugueses", frisa a nota de imprensa do Ministério do Trabalho.
Como prova disso, afirmam as autoridades moçambicanas, além dos 15 trabalhadores portugueses suspensos desde o início deste ano, as inspeções atingiram igualmente 86 trabalhadores indianos, 40 norte-americanos, oito japoneses, dois sul-africanos e um brasileiro.
A fiscalização afectou igualmente empresas e entidades de outras nacionalidades, incluindo norte-americanas, sul-africanas, japonesas, observa o Ministério do Trabalho de Moçambique.
"Neste âmbito, a Inspeção-Geral do Trabalho fiscaliza o cumprimento destas e de demais obrigações em todo o território nacional e em todos os estabelecimentos. A metodologia que tem privilegiado é de inspecionar por ramos de actividade em todo o território", conclui a nota.
Magda Burity da Silva, com agências
Fonte: maputo.co.mz - 02.08.07